Diante do cenário desafiador que a agricultura enfrenta, marcado pela ocorrência cada vez mais frequente de eventos climáticos extremos como chuvas e ventos intensos ou secas prolongadas, a busca pela sustentabilidade no campo tornou-se um fator importante para quem produz.
Atualmente, muitas empresas e grandes produtores estão sendo empurrados para um mundo sem volta, o mundo da sustentabilidade. Além de tornar as empresas mais sustentáveis financeira e ambientalmente, investir em práticas que reduzam ou compensem a emissão de gases de efeito estufa (GEE), o crédito de carbono gerado pode garantir renda para o negócio.
Mas como saber se sua área rural está gerando créditos de carbono?
A quantificação do balanço de carbono em sistemas agrícolas pode ser realizada por meio da mensuração direta dos fluxos de CO₂ utilizando o método de Eddy Covariance, o qual permite estimar continuamente as trocas líquidas de carbono entre a superfície e a atmosfera.
Os dados obtidos, caracterizados por elevada variabilidade, são processados com o auxílio de técnicas avançadas, como redes neurais, visando aumentar a acurácia das estimativas. Sua interpretação, no entanto, depende da associação aos diferentes sistemas de manejo, uma vez que práticas agrícolas influenciam diretamente a dinâmica do carbono.
Nesse sentido, conforme explica o agrônomo e coordenador de pesquisa e desenvolvimento da Irriga Global, Bruno Mantovanelli, a integração desses fluxos com variáveis agronômicas, como produtividade e aportes de carbono ao solo, é essencial para a determinação do balanço de CO₂ da área.
Dessa forma, a análise integrada dos fluxos e do manejo permite uma avaliação consistente do desempenho do sistema quanto ao sequestro de carbono e ao seu potencial de mitigação de emissões.
Quero tornar minha lavoura mais sustentável e produtiva
O carbono removido da atmosfera e incorporado aos sistemas agrícolas pode ser quantificado e convertido em créditos de carbono comercializáveis. Práticas de manejo que favorecem o acúmulo de carbono no solo, como o plantio direto, o uso de adubos orgânicos, a manutenção de palhada e a rotação de culturas, contribuem para a melhoria da estrutura do solo, aumento da fertilidade e maior capacidade de retenção de água.
“Essa prática contribui para a redução de custos com insumos e aumento da produtividade, fortalecendo a resiliência da lavoura frente a eventos climáticos. Consequentemente, elevando a possibilidade de lucro com o crédito de carbono”, enfatiza Mantovanelli.
A venda de créditos de carbono se apresenta como uma fonte adicional de receita, tornando a sustentabilidade uma vantagem competitiva.
Carbono é uma alternativa sustentável e rentável para a agricultura
O monitoramento da remoção de carbono da atmosfera em áreas agrícolas constitui uma estratégia fundamental para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE), além de representar um requisito essencial para o desenvolvimento e a implementação de práticas de manejo sustentável.
Além disso, trata-se de uma alternativa para que empresas e produtores gerem lucro por meio dos créditos de carbono, ao mesmo tempo em que se alinham à gestão ambiental, ganham destaque no mercado, produzem informações para ações de marketing ambiental e ampliam o acesso a linhas de Financiamento Verde.
“O nosso objetivo é estar alinhado às novas demandas globais em termos de equilíbrio ambiental. Por conta disso, oferecemos tecnologias que contribuam com esses aspectos para o produtor interessado em investir em sustentabilidade obter retornos lucrativos.” ressalta o especialista.
A Irriga Global prioriza e adota políticas alinhadas ao padrão sustentável nos sistemas de produção. Alinhando aspectos na eficiência no uso da água e balanço de carbono em diferentes culturas monitoradas gerando inovação e lucratividade para o produtor agrícola.